sábado, 27 de maio de 2017

SURPRESA NA ESTRADA DE LISBOA A ESTORIL








Ia apreciando a maravilhosa paisagem quando, de repente, Maristela me interrompeu dizendo:
- olha lá o Juiz Moro!!
Com efeito, à margem da estrada um Baita outdoor  que vocês podem ver na foto.
Em conversa  com estrangeiros  percebi que Moro é um personagem já internacional.
Tudo muito estranho: quase não vejo farmácias e as tais igrejas "evangélicas" que abundam no Brasil...

sexta-feira, 26 de maio de 2017

TUDO MUITO LINDO EM LISBOA, PORÉM...



Sem bronca se você sacar o celular, deixar em cima da mesa do barzinho de calçada, for até o banheiro e voltar.

Sem problema algum.

Sem susto na hora de puxar a carteira para pagar aquilo que você comprou também na rua, sem stress nenhum. Pode tirar a carteira... nada vai acontecer.

Outra coisa, não há problemas de correrias. Gente gritando "pega ladrão, pega ladrão", nada disso. Paz absoluta.

É uma cidade na qual se pode viver. As pessoas estão calmas. Os condutores param nas sinaleiras e as pessoas são gentis. Só tem um pequeno porém como em tudo existe: um simples cheeseburger custa 12 euros, ou seja, por baixo - mas muito por baixo - 30 e poucos reais.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

A FESTA JÁ INICIOU NO AEROPORTO


Com o tempo vamos ficando todos muito exigentes. É o meu caso. Começo dizendo que é um absurdo como são tratadas as pessoas que viajam na classe econômica dos aviões. Por esta razão, prefiro espaçar mais minhas viagens mas sempre na classe executiva. Nessa pelo menos posso espichar as pernas, comer maravilhosamente e sorver uma champanhota  básica.
É uma maravilha o tratamento que o pessoal da TAP oferece aos passageiros. Também gostei que senhoras maduras trabalhavam como comissárias de bordo. Deve fazer parte da política da empresa, o que é louvável.
Nosso avião chegou pontualmente no aeroporto de Lisboa,  após um fantástico "pequeno almoço".
Desembaraço rápido e cordial no setor de emigração,  bem como de entrega de malas.
Após cerca de 25 anos de ausência em Lisboa, reencontro uma cidade moderna, mas com seus habitantes com feições calmas, denotando que nem de longe sofrem o stress da criminalidade que campeã no nosso país.
Geralmente s pessoas acham que Maristela e eu somos  europeus do norte, ou norte americanos. Quando digo que sou brasileiro, indagam-me do porque dessa convulsão social que nos abala.
Um amigo meu português me disse, brincando:
- já ouvi dizer que vocês atribuem essas tragédias a nós portugueses, mas nem de longe estamos na vossa situação.
Ficarei uns dias por aqui e depois vou a Barcelona.


segunda-feira, 22 de maio de 2017

ESTOU INDO DAR UM TEMPO PARA O STRESS QUE SE APOSSOU DO BRASIL. E NÃO HÁ NADA COMO VISITAR UM FILHO NA ALEMANHA





Meu filho mais velho, Armando, formou-se em Engenharia Elétrica pela PUC. Trabalhou um tempo empregado e depois abriu sua própria empresa.
Hoje trabalha na Alemanha.
Amanhã embarco pela TAP no voo direto P. Alegre Lisboa, onde paro para ouvir uns fados e tomar um vinhote durante uma semana. Pego o avião de novo e vou a Barcelona, onde fico vários dias.
Depois vou a Frankfurt e de lá a Baden Baden. E aí vou rever tantos amigos e tantas coisas...mormente meu filho e sua família.
Que bom voltar a Zeltingen-Rachtig, de onde vieram os Gessinger; que bom voltar a Freiburg, onde estagiei. E a inigualável Berlin!
Não farei roaming no celular e não levarei tablet. Não lerei as notícias do Inter nem do Temer.


Quando der vontade, mandarei umas notícias através deste blog.
Auf Wiedersehen!

sábado, 20 de maio de 2017

POR ISSO QUE DEFENDO A LITURGIA E A CERIMÔNIA

A quem conheço pouco, trato por senhor. Dou senhoria às mulheres em geral. Só dou os tais beijinhos duplos  em quem me puxar para o fazer. Se não, só dou o aperto de mão.
Procuro não brincar com coisas de gênero, opções sexuais.
Nunca presidi uma audiência sem gravata. Nunca  falei banalidades entre a ouvida de uma testemunha e a próxima.
As  portas do meu gabinete eram abertas .
Faço e fiz isso para não me incomodar; eu tenho berço. Já fiz bobagens, mas nunca fiascos.
O pior elemento é o emergente, o novo rico, o correntão. E as " alpinistas", distância delas.
Estes não sabem o que é fidelidade, parceria,  sequer a ética dos criminosos " bala na cara".
O festejado Constitucionalista não manteve as galas do seu alto cargo; conversou escondido num tugúrio com um arrivista.
Foi " inocente" como um cordeiro para a imolação.
Peça para sair, Mr. President.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

TEMER - SITUAÇÃO INSUSTENTÁVEL - OPINIÃO DA RBS

Situação insustentável

Temer e Joesley mantinham um pacto de favores e benesses incompatíveis com a Presidência da República

19/05/2017 - 19h18min | Atualizada em 19/05/2017 - 20h01min

Foto: Edu Oliveira / Arte ZH
Com a divulgação da delação de Joesley Batista, a governabilidade representada por Michel Temer se tornou ainda mais frágil, praticamente insustentável. O presidente tem todo o direito de se defender e de se indignar com a armadilha montada por Joesley. Ainda assim, o tom da conversa, acrescida pelos detalhes do antigo relacionamento com o esquema JBS, demonstra que Temer violou, mais do que a liturgia do cargo, a confiança da sociedade, hoje descrente de que o governo tem os olhos postos nos interesses do Brasil.
Com o apoio a seu governo se esfarelando, Temer poderia ter a grandeza de reconhecer que um caminho rápido para a solução da crise é a mudança do ocupante do Planalto, com o cumprimento rigoroso do rito constitucional. Não foi por acaso que seu discurso de rejeição à renúncia, na quinta-feira, ajudou a derrubar ainda mais a Bolsa. E a razão é cristalina: os agentes econômicos não acreditam mais na capacidade de Temer tirar o país da crise em que foi enfiado pelo governo de Dilma Rousseff. Mais do que nunca, porém, o Brasil precisa de um governo estável e da credibilidade de seu líder máximo para que sejam aprovadas as reformas trabalhista e da Previdência, fundamentais para modernizar o país e colocar a economia finalmente na trilha do desenvolvimento.
É verdade que o presidente foi iludido por Joesley Batista. Mas também é verdade que tal não ocorreria se ambos não mantivessem um pacto de favores e benesses incompatíveis com a Presidência da República. Queira ou não, por seu cargo, Michel Temer representa tristemente hoje a foz do rio onde desemboca a corrupção em Brasília.
O delator Joesley Batista, por sua vez, é um exemplo rematado do banditismo político que se nutre da corrupção no país. É triste constatar que, em meio à devastação produzida por seus malfeitos, o empresário possa sair do episódio não só em liberdade, como provavelmente ainda mais rico, graças à especulação com a crise. Por todos os seus atos, amplamente confessados, Joesley não deveria estar em Nova York, mas em Curitiba, onde poderia responder pelas propinas que azeitaram o crescimento de sua empresa na última década e meia.
Temer e Joesley, no entanto, são apenas o ápice de um modelo falido, carcomido pela promiscuidade que se instalou entre certas empresas, a ganância de servidores e a falta de escrúpulos de políticos. Só uma ampla reforma política, com a renovação profunda de nomes e partidos, poderá trazer alento duradouro para a democracia e para que episódios como esse sejam enterrados para sempre no passado.

HISTORINHAS ENVOLVENDO MÚSICA ( 1)

 Eu era jovem. Resolvi conhecer a Europa. Desembarquei em Lisboa e de lá, com meu cartão Eurailpass ( que não sei se ainda existe),fui indo e parando onde me aprouvesse, passei por Madrid, Barcelona, fui indo até chegar a Roma. Hospedei-me num lugar simples, a Pensione Abadan, que ficava ao lado do Hotel Quirinale, este muito suntuoso ( in illo tempore).  Dei uma passada no Trastevere e fui almoçar num restaurante meia boca ( na Itália te obrigam a comer como eles querem, primeiro prato, segundo prato , terceiro prato e que bebida combina com isso. Já na Alemanha te obrigam a comer tudo, limpar o prato, deusolivre deixar um restinho).
Entrou um senhor já grisalho, magrinho, com um violino e começou a tocar  de mesa em mesa. Quando chegou na minha eu lhe disse que daria 5 dólares de gorjeta ou de cachet, desde que ele me deixasse tocar uma música. O violino estava desafinado.A partir da corda la, fui para a ré e a sol e depois, passando da la, para a mi. Dei um arpejo do sol até o quarto dedo da mi. Uns japoneses já pensando que era uma música bateram palmas. Toquei então Negrinho do Pastoreio, bem lentamente, começando na sol ( grave) e subindo depois uma oitava. Lentamente. 
Terminei e o restaurante quieto. Sim, nem barulho dos talheres se ouvia.
Devolvi o violino ao senhor:
-Grazie, lhe disse.
- Prego, respondeu.
E se retirou.
Só quando o senhor grisalho saiu é que bateram palmas.
Fico em dúvida até hoje se fiz bem ou fui impiedoso . Não sou essas coisas, toco como amador, mas não suporto instrumento mal afinado.
Será que o velhinho quebrou seu violino, ou se atirou no Tevere?
Essa dúvida terá solução no dia do Juízo Final.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

A EXPLICAÇÃO MAL EXPLICADA

Ouvi, reouvi, trêsouvi  o pronunciamento de quem eu até admirava pela sua cultura de constitucionalista. Mas , sem embargo de me incomodarem seus trejeitos de prestidigitador, ouvi-o atentamente, tendo ao meu lado o amigo sr. Benefício da Dúvida.
Mas , no  momento em que ele argumenta com a clandestinidade das escutas, minha porção malévola, de todos conhecida, me fez lembrar a história daquele senhor que , vendo um vídeo em que sua namorada mantinha relações mais que carnais com um  efebo romano, consolou-se:
- isso não vale como prova de traição, porque  nenhum dos dois consentiu nas gravações.
Então tá.
Tivesse eu tido mais contato com o eminente constitucionalista dir-lhe-ia, à socapa, " cuidado, muito cuidado, a boca fala e o trazeiro padece".
Que país burlesco o nosso!
Arre égua!

EDITORIAL DO SITE MIGALHAS


Editorial ***

"A alternativa é péssima." Foi o que disse, pouco antes do impeachment, um ilustre membro do Supremo. Era um vaticínio? Não, era a constatação de quem olhava para o quadro e lobrigava nomes da velha política. Evidentemente que os anseios populares de mudança não iam encontrar eco naqueles substitutos de ocasião. Era uma questão de tempo para que nova mudança ocorresse.

E o tempo chegou? Talvez sim, talvez não. O fato é que é preciso que a comunidade jurídica fique atenta para que, dentro desta catarse que começou ontem, tudo seja feito dentro dos estritos termos da lei. Mesmo porque, fora da lei o que há é a anarquia. Mas há mais. É preciso também que seja dado todo o respaldo possível para o magistrado, no caso o ministro Fachin, e ao procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.

Estamos, ninguém duvide, sendo expectadores de uma mudança significativa na história da República brasileira. E, neste momento, cada um de nós tem sua migalha de participação acerca de qual futuro queremos.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

UMA FOTO AÉREA NOTURNA DE SANTIAGO RS


Aos que não conhecem Santiago digo que se trata de uma cidade interessantíssima. Situa-se num elevado no meio dos campos e lavouras. Guarda com muito desvelo sua história. ´Foi e ainda é um ninho de    muitas pessoas cultas.
Caracteriza-se por habitantes  muito, mas muito hospitaleiros e é uma localidade no justo tamanho que uma urbe deve ter. Nem muito pequena, nem muito grande.
Ao contrário de algumas  outras cidades de fronteira , sua arquitetura é refinada e os arruamentos bastante cuidados.
Possui um Hospital modelar e também uma Universidade.
Mas a sua verdadeira riqueza é seu astral.
( foto cedida por João Lemes)
(Em postagem nas redes sociais, o fotógrafo assisense Marlon Müller revelou uma fotografia noturna de Santiago, produzida com uso de um drone)

MARCO PEIXOTO RECEBE COMENDA EM XANGRI LA




Com o auditório da Câmara Municipal  de Xangri La repleto, foi conferida ao Conselheiro Presidente do Tribunal de Contas do Estado a MEDALHA  SAMBAQUI, o que o torna CIDADÃO EMÉRITO  do Município.
Marco Peixoto tem se notabilizado por ir ao encontro dos gestores municipais, acompanhado de assessores, para proferir palestras e cursos. Com efeito, muitos prefeitos queixam-se de que são apontados por meras falhas formais.   Esses cursos, portanto, são úteis para esclarecer questões importantes.
Marco Peixoto tem casa de veraneio em Atlântida, distrito de Xangri La.

terça-feira, 16 de maio de 2017

COM ESTA ZOEIRA TODA, CADA FACEBOOK ENUNCIANDO TRATADOS DE MEIA TIGELA, ESTÁ DIFÍCIL A VIDA DA FILOSOFIA

Quando, numa festinha familiar, me convidam para tocar violino, pergunto:
vocês querem muito que eu toque? Sim?
Nesse caso vocês prometem ficar de bico calado, sem bater com a faca nas garrafas de cerveja cheias de moscas?
Se alguém der um pio eu paro.
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No nosso país está todo  mundo gritando e falando alto .
Nessa zoeira é difícil encontrar um caminho.
Reproduzo matéria publicada neste blog anos atrás.
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Ensinaram-me na Alemanha, que é onde o mundo inteiro estuda a Filosofia do Direito, que uma sentença criminal contém vários momentos:
a) O Wahrspruch ( Wahr - verdade + Spruch - dito, pronúncia= vere+dito)
b) o Schuld( culpa) + Spruch + dito de culpa.
Segue-se daí que o juiz, depois de proclamar que os fatos  são verdadeiros, diz se o réu é culpado. Em consequência pode  agregar uma pena legal ou não. Com efeito, existem hipóteses em que desnecessária se torna a agregação de uma pena legal, eis que o fato ( Tat) já puniu o réu suficientemente ( daí, ne bis in idem). Exemplo: o pai que atropela e mata o próprio filho dando uma ré no carro e agindo com imprudência. O juiz diz que os fatos foram assim e, por isso, o réu é culpado. Dada a morte do  filho, que é uma " poena naturalis", deixa de aplicar a pena legal.
Filósofos também descobriram que o simples enunciado de ser o réu culpado, estatalmente exarado, não é um " nada" penal. É sim.
Que vergonha o juiz dizer que agi mal!!! Vou me matar, vou renunciar.
Mas essas filigranas, nas quais muito me deleitei, não têm cabida entre grosseiros e primatas.
Assim, enquanto um homem probo recusa-se a sair de casa depois de sofrer uma reprimenda do  juiz, já que não mais será considerado um homem honrado, isso nos países do hedonismo, da velhacaria,  não funciona.
Ao revés, uma condenação é motivo de risos.
Não se olvide que o cumprimento de uma pena " legal" arrasta consigo outras  " penas periféricas": a insalubridade dos presídios, as violências sexuais, etc.
E qual a diferença entre uma pena decorrente de condenação e de uma privação cautelar da liberdade muito longa? O sofrimento é o mesmo.

sábado, 13 de maio de 2017

MINHA MÃE: SEVERA, SOLIDÁRIA, AMIGONA

Inicio dizendo que minha mãe jamais:
*varreu para baixo do tapete meus erros
*nunca foi reclamar dos meus professores
*nunca me deixou levantar da cama depois do nascer do sol
*nunca me deixou proferir palavrão ou dizer piadas contra mulheres
*mesmo eu já adulto, me dava puteadas quando eu pisava em falso
MAS
* Quando eu , até na fase adulta, procurava consolo em seu colo, chorava junto comigo, mesmo não sabendo o que tinha acontecido; sim, chorar junto é algo que mostra amor e companheirismo;
*me ensinou a honrar os idosos e a memória dos parentes falecidos;
*me ensinou que cantar ajuda a espantar a tristeza
BAITA AMIGONA QUE PARTIU NA GLÓRIA DOS SEUS 94 ANOS.

AS DECISÕES JUDICIAIS SÃO DADAS " IM NAMEN DES VOLKES ( EM NOME DO POVO)

Os legisladores alemães se vacinaram contra o arbítrio judicial, mandando que o juiz, ao proferir a decisão, deixe escrito: IM NAMEN DES VOLKES ( em nome do povo)..
E por que esse formalismo? Os doutrinadores  proclamam que não é formalidade. É um lembrete, uma advertência aos julgadores.
Senhor Juiz: seu poder deve ser exercido com equilíbrio, probidade, senso de justiça, respeito às partes.
Seu poder não é seu. É nosso: o povo. É isso que o legislador fundamental alemão disse aos juízes.
Então lembre-se, senhor Juiz: seu poder só faz sentido no ato processual.
Fora disso, o senhor é um cidadão. Como  cidadão, sem a toga, o senhor pode se emocionar, tomar partido, adjetivar.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

PORTO ALEGRE, UMA NOITE FRIA, UMA TAÇA DE VINHO, A LUA, A CATEDRAL





PARA REFLEXÃO SÉRIA - AS ARMAS DE FOGO

 
 
“The Gun Is Civilization” By Maj. L. Caudill, USMC (Ret)
 

As pessoas só possuem duas maneiras de lidar umas com as outras: pela razão e pela força. Se você quer que eu faça algo para você, você tem a opção de me convencer via argumentos ou me obrigar a me submeter à sua vontade pela força. Todas as interações humanas recaem em uma dessas duas categorias, sem exceções. Razão ou força, só isso. Em uma sociedade realmente moral e civilizada, as pessoas somente interagem pela persuasão.
 
A força não tem lugar como método válido de interação social e a única coisa que remove a força da equação é uma arma de fogo (de uso pessoal), por mais paradoxal que isso possa parecer.
 
Quando eu porto uma arma, você não pode lidar comigo pela Força. Você precisa usar a Razão para tentar me persuadir, porque eu possuo uma maneira de anular suas ameaças ou uso da Força.
 
A arma de fogo é o único instrumento que coloca em pé de igualdade uma mulher de 50 Kg e um assaltante de 105 Kg; um aposentado de 75 anos e um marginal de 19, e um único indivíduo contra um carro cheio de bêbados com bastões de baseball.
 
A arma de fogo remove a disparidade de força física, tamanho ou número entre atacantes em potencial e alguém se defendendo. Há muitas pessoas que consideram a arma de fogo como a causa do desequilíbrio de forças. São essas pessoas que pensam que seríamos mais civilizados se todas as armas de fogo fossem removidas da sociedade, porque uma arma de fogo deixaria o trabalho de um assaltante (armado) mais fácil. Isso, obviamente, somente é verdade se a maioria das vítimas em potencial do assaltante estiver desarmada, seja por opção, seja em virtude de leis – isso não tem validade alguma se a maioria das potenciais vítimas estiver armada.
 
Quem advoga pelo banimento das armas de fogo opta automaticamente pelo governo do jovem, do forte e dos em maior número, e isso é o exato oposto de uma sociedade civilizada. Um marginal, mesmo armado, só consegue ser bem sucedido em uma sociedade onde o Estado lhe garantiu o monopólio da força.
 
Há também o argumento de que as armas de fogo transformam em letais confrontos os que de outra maneira apenas resultariam em ferimentos. Esse argumento é falacioso sob diversos aspectos. Sem armas envolvidas, os confrontos são sempre vencidos pelos fisicamente superiores, infligindo ferimentos seríssimos sobre os vencidos.
 
Quem pensa que os punhos, bastões, porretes e pedras não constituem força letal, estão assistindo muita TV, onde as pessoas são espancadas e sofrem no máximo um pequeno corte no lábio. O fato de que as armas aumentam a letalidade dos confrontos só funciona em favor do defensor mais fraco, não do atacante mais forte. Se ambos estão armados, o campo está nivelado.
 
A arma de fogo é o único instrumento que é igualmente letal nas mãos de um octogenário quanto de um halterofilista. Elas simplesmente não funcionariam como equalizador de Forças se não fossem igualmente letais e facilmente empregáveis.
 
Quando eu porto uma arma, eu não o faço porque estou procurando encrenca, mas por que espero ser deixado em paz. A arma na minha cintura significa que eu não posso ser forçado, somente persuadido. Eu não porto arma porque tenho medo, mas porque ela me permite não ter medo. Ela não limita as ações daqueles que iriam interagir comigo pela razão, somente daqueles que pretenderiam fazê-lo pela força. Ela remove a força da equação. E é por isso que portar uma arma é um ato civilizado.
 
Então, a maior civilização é onde todos os cidadãos estão igualmente armados e só podem ser persuadidos, nunca forçados.
 
Em: https://theconservativetreehouse.com/2011/05/21/the-gun-is-civilization-by-maj-l-caudill-usmc-ret/
 
 
Para reflexão

__._,_.___

terça-feira, 9 de maio de 2017

O AFFAIRE GILMAR MENDES - VEJA O EDITORIAL DO SITE MIGALHAS


 

Editorial

"Em mais de 50 anos de Brasília, nunca vi uma situação como esta." Foi assim que um querido migalheiro falou hoje cedo à redação deste nosso poderoso rotativo acerca da arguição de impedimento e suspeição do ministro Gilmar Mendes feita pelo procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. (Clique aqui)

De fato, ontem deu-se algo inédito na República.

Conhecido pelo destemor, o ministro encontrou oponente.

Analisemos o caso, tanto do ponto de vista jurídico, como do político.

Primeiro, é forçoso convir que a arguição apresenta pontos inquietantes. No tocante às normas que regem o impedimento e a suspeição, não há dúvida que elas estão no bojo das questões constitucionais e supralegais. E um fator novo em tudo isso é o advento do CPC. O novel compêndio, adaptado aos novos tempos, trouxe muito mais proibições.

A propósito, ao tratar de uma norma proibitiva, a exegese deve ser, em geral, restritiva. Ou seja, não se pode, a rigor, ampliar sua interpretação. No entanto, não se está a falar de uma norma direcionada às pessoas, e sim para proteger o sistema. De maneira que se as regras se provam pela exceção, eis aqui uma delas: as cláusulas de impedimento e suspeição devem ser observadas de maneira abrangente. Nesse sentido, aliás, o MPF colou na petição decisão da lavra do próprio arguido. Dito isso, lobriga-se no pedido do MPF fundamentos ao pleito.

Mas se pode vir a ter razão nos motivos, a oportunidade é questionável. Por que agora?

Deixando o lado jurídico da arguição, é bem o momento de analisar a questão política.

Do prisma do parquet, Rodrigo Janot deve estar sendo endeusado em cada órgão do Ministério Público, e só não será chefe da instituição para mais um triênio se não quiser, porque certamente deve ter apoio de quase todos os integrantes, e o presidente da República não está em situação de ter esse confronto.

De outra monta, Janot emparedou o STF. Se os ministros forem julgar essa arguição, não haverá vencedores. Vejamos:

  • Sendo o pedido improcedente, o STF assina autorização para que situações duvidosas possam acontecer nos rincões do país. Será um salve-se quem puder.
  • Sendo procedente, todos se enfraquecem, pois dir-se-á que um magistrado veterano, atual presidente do TSE, ex-presidente da Corte, não viu o que seria (sendo procedente) nítido. Ou seja, atacarão não a técnica jurídica, e sim a moral do colega.

De modo que, a única saída para o caso seria o ministro declinar do processo, determinando a redistribuição imediata do feito. E como a arguição vem a posteriori, que se mantenha a liminar até que novo relator, ou turma, decida.

O que não dá é para ficar nesse esticar de cordas. E não se está aqui como chefe de torcida de um lado ou de outro. Não é hora de brincarmos com as instituições.

Ademais, agindo assim, o ministro Gilmar Mendes mostrará grandeza, e não deixará que se faça esse joguete.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

AINDA A POLÊMICA BELCHIOR - TEXTO DE ROSANE DE OLIVEIRA


A romantização do calote


Fã de Belchior, fiquei incomodada com a glamourização de seus deslizes, como se os ídolos tivessem direito a uma ética diferente da exigida dos mortais 


Perdi uma excelente oportunidade de ficar calada na segunda-feira passada, quando disse, no ar, que a morte de Belchior não me comovia como a de outros artistas, porque, de certa forma, era como se ele já estivesse morto há vários anos. Com razão, ouvintes protestaram pela minha insensibilidade, mas passei a semana inteira intrigada com algumas coisas que ouvi sobre o grande compositor cearense e, por imprudência volto ao assunto. Mexer com mitos é pedir para entrar numa briga sem ser convidada.

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Sou fã de Belchior. É um dos grandes poetas da música popular brasileira. Digo é, porque os poetas não morrem e podemos ouvir sempre os cantores de que gostamos. Elis Regina cantando Como nossos Pais, um dos clássicos dele, me arrepia sempre que ouço. O que me incomodou nos tributos ao ídolo foi a tolerância com os deslizes, como se aos gênios tudo fosse permitido – do abandono dos filhos ao não pagamento das contas.

 

Houve uma certa glamourização do calote, como se o cantor tivesse simplesmente abdicado dos bens materiais para viver numa aldeia remota, plantando para comer. Mesmo tendo fãs dispostos a acolhê-lo, como fizeram nos últimos anos os amigos de Santa Cruz, Belchior deixou dívidas em hotéis. Fugiu para não ser preso por não pagar pensão alimentícia. Deixou na mão o empregado que cuidava do seu escritório. Esses deslizes mundanos em nada diminuem a qualidade de sua obra, mas não podem ser romantizados, sob pena de passarmos aos nossos filhos a ideia equivocada de que os ídolos têm direito a uma ética diferente dos mortais.

O grande Belchior não foi abandonado por seu público. Tampouco foi perseguido em pleno século 21. Desistiu de fazer shows e de produzir por razões que só ele deveria saber. Seus contemporâneos seguem trabalhando e encantando os fãs. Paulinho da Viola, Chico Buarque e Caetano Veloso, por exemplo, já poderiam estar aposentados, mas seguem na ativa. Eu não me incomodaria de pagar o vinho e o jantar para qualquer um dos três, mas ficaria decepcionada se soubesse que deixaram de pagar as contas ou que abandonaram os filhos como quem deixa pelo caminho uma carga incômoda.

domingo, 7 de maio de 2017

AINDA O PARQUE MARINHA - MAIL DO EX PREFEITO SOCIAS VILLELA

Ao postar sobre o Parque Marinha, descuidei-me ( não me dei conta que as pessoas que hoje tem menos de 35 anos talvez nem saibam) e não mencionei que na gestão de Guilherme Socias Villela, foi planejado, construído e inaugurado o Marinha. E de inhapa veio o Parque da Harmonia.
Recebo o seguinte mail de Villela:

Ruy Amigaço:

Pessoas como tu não pecam por pouca coisa. Nem te importa.

Tem porto-alegrense que não se lembra dos corredores de ônibus, nem quanto deles os desfruta (vias preferenciais para o transporte popular); das segundas pistas das avenidas Sertório e da Ipiranga; dos parques (dois, além dos mencionados); do centro municipal de Cultura (que inclui o Ateliê Livre e o Teatro Renascença); da recuperação da Ilhota; das cerca de 15 mil casas, apartamentos e lotes urbanizáveis populares na Zona Norte e na Restinga; da Nilo peçanha (que terminava no Colégio Anchieta e permitiu, assim,  a instalação dos shoppings Iguatemi e Bourbon; do I Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano; do viaduto Meneghetti; da ampliação das hidrálicas; da duplicação dos pontos de luz da Cidade; do Porto Seco; da construção de

194 prédios escolares; da criação do Brique da Redenção; do Museu Felizardo; da criação da primeira secretaria do meio ambiente do País; da criação da companhia de processamento de dados; da reserva ecológica do Lami - e outras coisas que nem eu me lembro bem, tais como receber na Prefeitura cerca de 90 munícipes por dia (*) - exceto nas terças-feiras que eram dedicadas à imprensa. Nunca enfrentei censura, apesar da época difícil. Mesmo com minoria parlamentar (1/3), nunca tive um projeto de lei rejeitado pela Câmara de Vereadores. "Mande algum projeto para nós rejeitarmos. A gente aprova tudo. Está ficando chato!" Disse-me um adorável presidente de oposição da Câmara de Vereadores.

Na época, um bem humorado jornalista época disse-me que "no sétimo dia descansei!" Sarcástico elogio!

By the way, terei de procurar fotos desse tempo, especialmente do Parque Marinha do Brasil. (Lembro que o primeiro levantamento aérea de Porto Alegre, mandei executar através do 14 bis...).

Em brincadeiras ou não , fico por aqui, renovando minha admiração por tua ímpar e invejável personalidade e vida.

Abraços, Guilherme.

O PARQUE MARINHA ESTÁ FICANDO SUPIMPA

Despues de larga ausência fui dar uma caminhada no Marinha. Fazia meses que não ia lá.
Mas está ficando macanudo barbaridade! Parabéns aos arquitetos, engenheiros, paisagistas, gestores. Está de muito bom gosto.
Outra coisa que notei. Nada de som alto, gente falando em alto volume, ou coisas assim. Me pareceu nessa manhã gloriosa que ali estavam todos integrados numa grande família.
Porto Alegre é a mãe amorosa que me proporcionou muito na minha vida.
Me pareceu, de novo, que há uma geração de pais jovens muito amorosos. Isso nos dá a todos esperança de um mundo melhor.






sábado, 6 de maio de 2017

A VIDA É MUITO BELA, BASTA ABRIR OS OLHOS E O CORAÇÃO

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Fazia meses que não passava um fim de semana em P. Alegre. Sempre para lá ou para cá, principalmente Xangri La.
Pois sexta feira decidi me trancar no nosso apartamento em P. Alegre, pois queria olhar calmamente um volumoso processo que me foi confiado. Maristela, Rudolf e namorada se mandaram para Rivera.
Tinha um certo receio de me enfarar.
Que nada.
Sempre me acordo às cinco da manhã. Hoje fui até 7,30.
Que lindo dia fez hoje.
Depois de ter lido de cabo a rabo o processo, iniciei a leitura de  Homo Deus, de Yuval Noah Harari.
Às dez, após as abluções de praxe, fui até o Mercado Público em busca das raras "pimentas de biquinho".  Indizível a felicidade das pessoas que transitavam por ali. Me lembrei  da Medina de Tunis. Como está bem organizado nosso querido Mercado. Asseado e  multicolor. Está até bem sofisticado. Encontrei um amigo que há décadas não via e fomos tomar um café. Acabei o convidando para almoçarmos no Gambrinus. Depois percorri com calma os sebos e a repaginada e linda Galeria Chaves.
Porto Alegre estava cheia de pais e mães, jovens, lindos, de bicicletas com suas crianças. Que coisa linda pais jovens  com seus filhinhos.
Sopra um zéfiro, um ventinho morno que convida a um espumante de boa cepa.
Zum Wohl!

( fotos de Gilberto simon  - as duas finais)